sexta-feira, 13 de maio de 2016

Parabéns a você



Sabe qual a música mais cantada no Brasil? Se pensou em “Feliz Aniversário”, acertou. Se bem que deve ter vindo à sua mente não o nome, mas o apelido dessa melodia: “Parabéns a você”. 

Todos os dias aniversariam, em média, 2 milhões e 700 mil pessoas no pais. Para a grande maioria existe gente cantando “Parabéns a você, nesta data querida, muita felicidade, muitos anos de vida”. Sem falar em outras circunstâncias em que a quadrinha se encaixa. Os papas, quando vêm ao Brasil, sempre ouvem parabéns a você cantado em coro de milhares de fieis para homenageá-los e, nas várias vezes que isso aconteceu, nem era dia do aniversário de cada um. 

Há muito a melodia ultrapassou o limite das datas natalícias para se encaixar em outras confraternizações. Por isso, quase ninguém conhece a música pelo nome original de “Feliz aniversário”; todos dizem “vamos cantar Parabéns a você”, ou simplesmente “cantar parabéns”.

A canção original norte-americana “Good morning to all” (Bom dia a todos) que teve seu nome mudado ainda nos Estados Unidos da América para “Happy birthday to you” (Feliz aniversário para você) tem versos repetidos que se fossem traduzidos ao pé da letra nem se encaixaria corretamente na melodia. Imagine-se cantando: “Feliz aniversário pra você, feliz aniversário pra você, feliz aniversááááário (aqui se diz o nome do aniversariante), feliz aniversário pra você.” Não daria. Como, de fato, não deu.

Por isso, em 1942, um conhecido animador de programa de auditório cognominado Almirante, da Rádio Tupi do Rio de Janeiro, lançou um concurso em que os concorrentes deveriam compor uma letra em português para a melodia. Tinha de ser fácil de cantar e servir para homenagear qualquer pessoa. Participaram 5 mil concorrentes. 

Coube a um juri composto por três membros da Academia Brasileira de Letras, os poetas Cassiano Ricardo, de São José dos Campos (SP), Olegário Mariano, de Recife (PE) e o escritor Múcio Leão, também de Recife, escolher a melhor. Venceu a poeta Bertha Celeste Homem de Mello (Na foto, aos 96 anos), nascida em Pindamonhangaba, que se mudou para Jacareí aos 56 anos de idade, onde viveu os restantes 41 anos. Faleceu em 1999 aos 97 anos, logo depois de receber o título de “Cidadã Jacareiense” indicado pelo então vereador Marco Aurélio de Souza (PT). Veja que há três cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba envolvidas na composição e consagração dessa peça popular: Pindamonhangaba e Jacareí, por Bertha, e São José dos Campos, por Cassiano.

“Parabéns a você” caiu rapidamente no gosto popular e derrubou algumas dezenas de canções de aniversário que já existiam na primeira metade do século passado, inclusive a popular e maldosamente parodiada “Fulano é bom companheiro...”. 

O grande feito da poeta Bertha Celeste Homem de Mello, este literogramatical, foi impor definitivamente o uso da palavra parabém no plural: “parabéns”. Ninguém hoje se arrisca a escrever, como o fez Machado de Assis em “Dom Casmurro”: “um parabém da flora universal”, referindo-se ao encontro dos personagens padre Cabral e Capitu.

A Academia Jacarehyense de Letras escolheu Bertha Celeste Homem de Mello como patronesse de uma de suas cadeiras, tornando-a um dos 30 de seus patronos imortais . Justa homenagem a quem usou a simplicidade, marca de sua vida pessoal , para criar o maior fenômeno do cancioneiro popular do Brasil.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Pedido de socorro

(Recomposição de texto anterior)

Haverá choro, ranger de dentes e sorrisos de felicidade - O reino das letras é como o presidente de uma academia literária que preparou uma palestra. Ele falaria, por exemplo, de Lygia Fagundes Telles (19-4-1923), escritora paulistana, em uma reunião da quinta-feira seguinte. Assim, mandou seus assistentes avisarem os demais acadêmicos para a apresentação, mas os convidados não quiseram ir. Com quórum minguado na data da prevista, suspendeu a palestra e mandou outros assistentes dizendo:

“Falem aos acadêmicos que venham na próxima quinta-feira, pois já decorei a fala, ensaiei os gestos, preparei projeção em data show, mandei deixar chávenas para o chá, biscoito Trakinas, e tudo está pronto.” Mas os acadêmicos ao serem contatados não deram a menor atenção; uns foram ao cinema, outros permaneceram a 30 quilômetros em outra cidade, alguns foram jogar truco, um grupo foi cuidar de seus negócios e outros ainda praguejaram contra os assessores e os mataram de vergonha.

Indignado, o presidente foi à porta da academia e gritou para a rua: “Não vai ter golpe”! Em seguida falou a seus assessores: “A palestra da Lygia está mais que pronta, mas os convidados não a mereceram. Portanto vão até as encruzilhadas do caminho e reúnam para o evento todos os que vocês encontrarem, interessados ou não.” Então os auxiliares saíram pelas ruas iluminadas ou escuras, calçadas revitalizadas, boas ou esburacadas e reuniram todos os que encontraram: alunos de escolas do ensino fundamental, escritores ainda desconhecidos, professores amigos de acadêmicos assíduos, e a sala da academia ficou cheia como ainda não havia acontecido este ano. O presidente ao ver a sala cheia disse feliz: “Agora vai ser assim. Quem não cumprir o estatuto ficará sentado à porta da academia no frio da noite impedido de entrar. Ali haverá choro e ranger de dentes”.

Entusiasmado, marcou outro encontro para a quinta-feira seguinte quando viria de quebra um editor famoso para dicas de como publicar um livro. O grupo que veio das ruas foi convidado a  participar novamente, agora sem necessidade sair a caçá-lo. 


Dessa vez, entretanto, só os acadêmicos vieram. O grupo que salvou a reunião na primeira vez evaporou-se. E o presidente ensinou que há pessoas que passam pela  nossa vida para resolver uma crise e, talvez, até para atender a um pedido de socorro. Depois, saem de cena. Só servem para aquele momento. Entender isso é ser feliz.

segunda-feira, 9 de maio de 2016


CARTAS PARA ROSA

Benedicto Sérgio Lencioni
3º Prêmio de Literatura (2015) - J.A.Cursino e Editores
São José dos  Campos SP 


domingo, 8 de maio de 2016

Marçon, velho de guerra


Marçon (esquerda) e outro ex-combatente,
em frente ao monumento 
aos pracinhas da FEB, |||
dia 30, no Forte Ipiranga, em Caçapava


José Antônio Marçon é o o único dos cerca de 150 moradores de Jacareí (SP) que lutaram na Segunda Guerra Mundial que permanece no município. Um mudou-se para São Paulo e os demais morreram. Ele completou 98 anos na terça-feira, 10 de maio. Pouco antes, em 30 de abril, o veterano participou das comemorações dos 71 anos do confronto com os alemães durante a investida vitoriosa dos pracinhas da FEB (Força Expedicionária Brasileira) na batalha de Fornovo di Taro, na Itália. Marçon estava lá como integrante da 9ª companhia de fuzileiros do 6º RI (Regimento de Infantaria) de Caçapava. Tinha 26 anos. Aos 18, ele havia sido sorteado para cumprir o serviço militar obrigatório, por um ano, no mesmo 6º RI - naquele tempo os jovens eram sorteados para servir.

Marçon trabalhava na roça, em Jacareí, quando foi surpreendido pela carta de convocação do Exército. Deveria apresentar-se para os treinamentos que fizeram dele soldado municiador apto a embarcar para a Itália, palco do conflito. O mundo ocidental, assim como nós o conhecemos, tem uma grande dívida de gratidão aos milhares de heróis que arriscaram suas vidas nessa guerra que durou de 1939 a 1945 para evitar o domínio alemão. Uma fração de crédito a essa bravura, por mérito, pertence a Marçon. Os círculos militares entendem assim. Tanto que ele e mais 11 estiveram no centro das homenagens aos combatentes de Fornovo, no Forte Ipiranga, em Caçapava, em 30 de abril, homenagens que se repetiram à tarde do mesmo dia em Quiririm, distrito de Taubaté, onde ele nasceu. Depois, novamente, à noite voltou ao forte, em Caçapava, onde aconteceu uma encenação da batalha.

Fram muitas emoções. Mas não maiores que a recepção inesquecível que ele e os demais tiveram ao retornar ao Brasil em 1945, recorda-se. “O medo e a presença constante do perigo estavam presentes o tempo todo nos campos de batalha”, conta o velho combatente. Os pracinhas não tinham a menor noção do que os esperava em cada ponto do território italiano, a cada missão. “Vimos coisas que jamais vamos nos esquecer”, diz. A maior participação foi num momento crítico em que muitos combatentes das tropas aliadas saíram das regiões de Monte Castelo, Castelnuovo, Monte Prano, Fornacci e Fornovo Di Taro para lutar na França invadida pelas tropas do eixo. Marçon ficou. Permaneceu nesses locais no efetivo então reduzido. Conta que muitas vezes sobreviveu a intensa artilharia inimiga que não dava trégua, pois era encarregado de reabastecer com munição as tropas e durante o combate sob fogo cruzado. 

Somente  quando os alemães se renderam foi que descontraíram. Era fevereiro de 1945. A vitória foi na batalha de Fornovo, que durou dois dias, depois da 4ª investida da artilharia brasileira contra o inimigo. Ao receber o ultimato para que se entregasse incondicionalmente, o  comando alemão disse que só se renderia aos soldados brasileiros. Um padre da região fizera os contatos para o cessar-fogo.

Marçon chegou em Jacareí aos 12 anos, levado pelo pai, Pedro Marçon, imigrante italiano de Veneza, e a mãe, Maria Trevisan, também italiana. Tinham imigrado para trabalhar na lavoura em campo que arrendaram. Porém, ao jovem Marçon havia sido reservada missão maior. Obrigado, soldado.
Marçon (terceiro perfilado da esquerda para direita)
em frente ao monumento à FEB no Forte Ipiranga, em Caçapava 


domingo, 24 de abril de 2016

O palco da vida exige representação tão boa como a do teatro ou da TV

Grupo de Artes Cênicas da Universidade de Vila Velha - ES (2013) - (Foto:Divulgação)

Provavelmente, em certo momento você desejou ser um ator ou atriz de cinema, televisão ou teatro. É normal, está no DNA. A magia da representação cênica faz parte da natureza humana. Veja o frisson que nos causou a colega Dinamara, da Academia Jacarehyense de Letras, ao dar entrevista à TV Vanguarda na manhã de domingo (24). Porém, mesmo sem nunca ter pensado e atuar no teatro, se for o seu caso, com certeza você também utiliza sem perceber essa que é a mais antiga forma de linguagem que o mundo conhece: a da comunicação por gestos, sinais e posturas.

Voltando ao passado, ainda há milênios, aquele misto de gesticulação e grunhidos aperfeiçoou-se e gerou o código da fala e, depois, a representação teatral. Foi num tempo muito, muito remoto que provavelmente jamais saberemos o quanto. O fato é que trouxemos conosco, milênios a dentro, esse complexo comunicativo que herdamos dos nossos pioneiros antepassados.  

Por isso quando nos comunicamos com alguém por meio da fala, utilizamos mais ou menos cada um desses recursos citados e adaptados obviamente ao nosso jeito de ser e ao nosso “treinamento” inconsciente no dia-a-dia. Um ator em cena utiliza muito bem quase todos esses recursos – já que é treinado para isso – daí o fato de ele nos impressionar mais ao representar um personagem se comparado ao cidadão comum quando “representa seu papel” no universo cotidiano.
   
Para reforçar a tese, convido você a observar os animais. Veja como o cão late e gesticula de várias maneiras dependendo da circunstância, ou seja, do que tenta transmitir. O gato quando se defronta com um cachorro sinaliza de maneira a não deixar dúvida quanto ao que está querendo “dizer” com a postura do corpo. O macaco, então, dispensa explicações. Enfim, é o tipo de comunicação de cada um deles.

Essa combinação de gestos, posturas e sons são fatores decisivos para se obter um resultado intencional adequado para cada situação que aparece. O homem, que um dia passou por todo esse primarismo, desenvolveu essas técnicas de maneira a transformá-las nos diversos falares da comunicação verbal de um lado e nas não-verbais (cênicas) de outro.

A professora de arte dramática, atriz e declamadora  Maud Scheerer, famosa na primeira metade do século passado, escreveu na década de 1940 na revista The Rotarian (Rotarianos) um artigo que já naquela época, há quase 80 anos, conclamava que a comunicação humana se orientasse pela representação autêntica da interpretação teatral. A revista Seleções fez uma condensação desse artigo na primeira edição que circulou no Brasil (abril de 1942). Segundo Maud, “aqueles que representam bem seu papel na vida definem e constroem a própria personalidade”.

Entendo que nascia nessa época a comunicação e, de lambujem, o cerimonial modernos, assuntos que trataremos em futuras postagens.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

O alienígena





Ali pelos anos 1970, eram comuns as associações de estudos sobre discos voadores, abduções e supostos visitantes de outros planetas com a missão bisbilhotar o que nós terráqueos fazemos por aqui. Hoje, essa prática é bem mais discreta, como se outros mundos e seus eventuais habitantes tivessem perdido o interesse por nossas peripécias. Também existiam indivíduos dessas associações que exageravam nas pesquisas e se tornavam fanáticos a ponto de, os mais frágeis, entrarem em parafuso e necessitarem de assistência médica ou psicoterapêutica para voltar ao normal.

Meu amigo Sérgio Lima era membro ativo da confraria “Não Somos os Únicos”, cuja sede ficava na parte nobre do bairro Vila Mariana, em São Paulo. Certa vez contou-me que estava preocupado com o presidente da entidade, professor Seveso Bastos, que não passava bem. Bastos estava à beira de um colapso mental por se dedicar, havia anos, a frustradas tentativas de atrair a visita de um extraterrestre à entidade; unzinho que fosse, mas não havia jeito. Para o professor, a presença de um E.T. na sede da Não Somos os Únicos seria demonstração de respeito à confraria presidida por ele e ficaria consolidada a convicção que todos mantinham sobre a existência de vida inteligente universo a fora.

Desafortunadamente para Bastos, nenhum extraterrestre havia atendido suas tentativas de contato até então, deixando-o em situação ruim perante seus seguidores cujos mais críticos já insinuavam que “somos sim os únicos". Um contato imediato, e o mais imediato possível, portanto, começava a tornar-se questão de honra.

Tanta expectativa acabou por provocar no professor Bastos um esgotamento nervoso sério que exigiu cuidados especiais. Lima disse que depois de uma semana internado em um hospital paulista foi recomendada a Bastos uma temporada de repouso fora da capital. Como meu amigo tinha dois apartamentos em prédios de Ubatuba, cidade do litoral norte paulista, e um deles vago, convenceu o presidente e a mulher que passassem uns dias nele. Ficava na região central com frente para a praia, fácil acesso aos melhores pontos do comércio e outras regalias, ideal para uma revitalização psicológica. Aceita a oferta, lá se foram o professor Bastos e a mulher ao encontro da brisa marinha e do sol da avenida Iperoig, em Ubatuba.

O contato

O outro apartamento de Lima ficava distante cerca de 20 quilômetros do primeiro, na praia de Maranduba. Era habitado havia algum tempo por um irmão dele, Ângelo, de seus 40 anos e que cuidava dos interesses de Lima no litoral em troca de casa, comida e uma pequena ajuda financeira. Ângelo nascera surdo-mudo e comunicava-se por sinais e sons que emitia sem nexo porque jamais havia tido um aprendizado típico para esses casos. Lima citou o irmão, de passagem, para a mulher de Bastos, mas disse que não se preocupasse porque raramente ele ia ao centro e, se fosse, o zelador do prédio se encarregaria das explicações.

Porém, uma dessas “raras vezes” que Ângelo ia à região central aconteceu dois dias depois da chegada do casal a Ubatuba. Começava anoitecer e ele voltava a pé pela Iperoig, rumo à estação rodoviária, quando viu luz acesa no apartamento do irmão. Ângelo imaginou que Lima e a família estivessem ali e resolveu subir para uma "mordida" financeira de praxe. Como era conhecido do zelador, não teve problemas para entrar, subir a escada rapidamente até o segundo andar do pequeno prédio sem elevador. Tocou a campainha e Bastos atendeu. Ângelo, ao ver o estranho, emitiu um grunhido misto de surpresa e decepção, o bastante para Bastos agarrá-lo pelo braço e eufórico gritar: “Eu sabia que você viria! Eu sabia!”.

Ângelo, que nada ouvia, não sabia o que fazer. Com medo de ser confundido com um assaltante ou coisa parecida, apontava desesperadamente para cima querendo dizer que o zelador, que morava no último andar, o conhecia. Para isto, apontava para si e para o alto, o que deixava Bastos mais eufórico: “eu sei que você veio do céu, eu sei, entre e fique aqui!”, dizia, ao mesmo tempo em que puxava o assustado Ângelo para dentro. Nisso, chegou a mulher, também com medo, mas menos influenciável pelas ideias do marido, e disse com voz firme o que a maioria das mulheres dizem em situações como essa: “pare com isso, Bastos o que vão pensar de nós os vizinhos?” Bastos, impactado, caiu em si por um instante e soltou Ângelo que aproveitou o momento para escapulir e desaparecer dali com a maior velocidade que conseguiu. Diga-se em justificativa à atitude do professor que o tipo físico de  Ângelo o comprometia. Rapava o pouco cabelo que tinha, era baixo, atarracado e excessivamente queimado de sol. Uma figura que alguém perturbado da cabeça confundiria como o que melhor lhe conviesse, menos com um ser humano normal.

Acabou naquele momento a temporada litorânea de recuperação do professor Seveso Bastos, cujo quadro de saúde piorou ainda mais. Lima deixou a confraria chateado com o ocorrido. Outros foram se desligando aos poucos até que ela se dissolvesse por falta de seguidores e de pagamento do aluguel da sede. Lima atribui o episódio ao costume humano de se preocupar com os extraterrestres em meio a tantos problemas com os terrestres. Bastos morreu alguns anos depois, ingratamente convencido de que Lima queria mesmo era seu lugar na presidência da Não Somos os  Únicos, e tramou a farsa. Ângelo morreu na virada do século sem ter entendido nada do episódio (na verdade nunca se interessou). Lima está por aí dedicando-se à pintura em porcelana. 
                                                                                                                                                             




quinta-feira, 21 de abril de 2016

Arte de ver a arte - II

Quando  postei  pela primeira vez um quadro pintado por meu amigo Walter Handro em https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=5358227568290884213#editor/target=post;postID=602777572134841404;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=2;src=postname  eu ainda não tinha pedido permissão a ele para postar uma foto da obra (comentada no texto), até para não estragar a surpresa da postagem. Depois de ler o artigo, ele gentilmente me sinalizou que eu poderia publicá-lo. Assim, faço isso agora: